Conhecemos a consciência como pensamos que a conhecemos? Não sabemos a sua origem, mas vêmo-la como uma entidade independente dentro de nós porque está para lá da nossa vontade.
A consciência é o nosso lado que está desperto: é apenas uma parte de nós que é perceptível. No entanto, a sua origem está no inconsciente porque é esta entidade que a alimenta. E o inconsciente é um universo dentro de nós; não o conhecemos. Ele é vasto, ele é enorme. É infinito!
E é isso que sou: uma pequena parte de um universo desconhecido que, por sua vez, é a maior parte do que sou. E que eu desconheço.
Posso pensar que se a estrutura do que sou é desta forma, então é porque existe uma razão para que a Natureza tenha feito as coisas assim. Se essa estrutura só me permite ter acesso a uma pequena gota do oceano que sou então é porque a Natureza não quer que eu tenha acesso ao oceano todo.
Talvez isso aconteça para nos protegermos de nós mesmo e de todo o conhecimento e imaginação que temos.
Mas também sabemos que quanto mais avançamos conscientemente pelas coisas do mundo e do espírito mais perto estamos de conhecermos os segredos de Deus. E isso é excitante.
Tornamo-nos desafiadores. E desafiamos Deus e a morte. Quebramos as barreiras que nos separam do universo desconhecido.
Tudo isso são bons argumentos para dedicar a vida à minha "quest": ser conquistador de universos, caçador de sonhos.
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